quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Executivo Pobre - Como Cheguei Até Aqui ? (Parte I)

Ola pessoal - tudo bem ? Seguindo a sugestão do colega Soldado do Milhão, eu decidi fazer uma postagem falando um pouco da minha trajetória profissional ate o momento. A ideia é falar um pouco do inicio como estagiário (sempre a fase mais dificil), depois como eu fui evoluindo ate chegar ao meu cargo atual. Além disso, falar um pouco também das ajudas que tive, do networking que me trouxe possibilidades, das puxadas de tapetes e inimigos que colecionei na trajetória; ou seja, essas coisas comuns do mundo corporativo.

Estagiário (14 - 16 anos) - R$ 100,00 / mês: eu acredito já ter comentado em alguma postagem, mas eu iniciei minhas atividades como estagiário em uma industria metalurgica. Aqui vem o primeiro acerto que eu considero na carreira que foi ter feito um curso de mecanica geral no SENAI - na verdade nao foi um acerto meu, mas sim do meu pai. Eu nao queria fazer o curso, nao me sentia atraido ou motivado para trabalhar na industria e ainda tinha o sonho de tentar ser jogador de volleyball. Meu pai disse que eu poderia jogar o quanto quisesse desde que eu aprendesse uma "profissão de verdade" (palavras dele). Acabou que ele me obrigou a fazer o curso e eu agradeço muito a ele por isso. 

Quando eu finalizei o curso, uma empresa abriu um processo de seleção para estagiários e meu professor do SENAI enviou uma carta de recomendação da empresa indicando tres alunos, sendo que eu era um deles. Apesar de eu nao gostar muito do curso, meu pai sempre me obrigou a tirar boas notas - isso sempre foi uma questão de honra para ele e acabou passando isso para os filhos. Com essa carta de recomendação eu acabei sendo contratado e comecei minhas atividades. Trabalhava seis horas por dia e aprendi bastante nessa empresa.

No final do periodo de estágio, a empresa informou que nao poderia "contratar/efetivar" os tres estagiários que tinha na area. Eles falaram que ficariam com dois e sabendo que haveria uma eliminação, eu comecei a prestar bastante atenção para mostrar que eu poderia fazer mais do que minha atividade de estagiário e que deveria ser contratado. Finalmente, teve um dia que um lote inteiro da produção saiu com dimensões erradas e isso exigiria um retrabalho das peças e alguem teria de inspecionar as peças para garantir que finalmente estavam aprovadas para mandar para o cliente. Na hora eu me ofereci para ficar e inspecionar as peças - mas meu chefe disse que o retrabalho só ficaria pronto perto das 21:00 horas, então ele agradeceu mas disse que eu nao poderia ficar por ser horário noturno. 

Naquela noite eu fui para escola e quando deu o intervalo, eu sai da escola e fui para empresa. Entrei na portaria e fui diretamente ao chão de fabrica onde estavam inspecionando. Meu chefe me viu e perguntou porque eu estava lá. Eu disse que queria colaborar para a gente nao perder a entrega para o cliente (mas na verdade eu queria era mostrar que eles podiam contar comigo e me contratarem). Meu chefe me agradeceu e disse novamente que eu nao poderia ficar lá. Eu voltei então para escola e depois fui para casa. Resumindo bastante, depois de dois meses chegou o momento de decidirem quem eles iam efetivar e eu acabei sendo um dos contratados. Meu chefe depois me disse que a minha iniciativa em ter ido até lá mesmo ele já tendo me dispensado do trabalho foi o que marcou para ele me contratar.

Entao, o que posso ressaltar nessa experiencia foi o inicio da percepção de que nao basta fazer um bom trabalho. Também é necessario criar uma imagem profissional no ambiente de trabalho - as pessoas tem de ter uma boa percepção da qualidade do seu trabalho e da sua postura.


Profissional Tecnico (16-18 anos) - R$ 380,00 / mês: logo que fui efetivado o meu salário aumento bastante - de R$100 para R$380 / mês. Apesar de ser um aumento importante, obviamente ainda era um salário muito baixo e eu passei a trabalhar periodo integral. Aos poucos, as responsabilidades foram aumentando, mas eu estava focado em aprender e estudar para faculdade. Nesse periodo eu tive duas decepções no mundo corporativo.

A primeira foi que o sindicato apareceu na empresa e verificou que as pessoas ganhavam menos do que o piso salarial para algumas funções. O salário do pessoal aumentou para R$420,00/mês - mas o meu salário nao foi alterado. Quando eu fui perguntar o motivo do meu salário nao ter sido alterado me disseram que eu ja tinha ganha um aumento grande e que meu cargo era tecnico (nao era um profissional completo) e que devia me dar por satisfeito com esse trabalho. Lembro que nesse dia eu fiquei muito revoltado - mas continuei trabalhando porque meu pai estava doente na epoca e eu ajudava nas contas de casa.

Deixei essa primeira decepção de lado, continuei trabalhando e estudando para entrar na faculdade. Nessa mesma época entrou na empresa um "supervisor" para a area. Esse era um cara muito arrogante e que se achava melhor do que os outros porque o pessoal ali era novo e ela ja tinha experiencia de ter trabalhado em uma grande industria. Esse cara nao era meu chefe mas pegava muito no meu pé: queria saber que horas eu ia almoçar, o que estava fazendo, os projetos da semana, os relatórios e tudo o mais. Eu simplesmente ignorava ele, mas por dentro eu ficava muito nervoso. 

Um dia estavamos em um grupo de amigos falando sobre as universidades e cursos que gostariamos de fazer e esse "supervisor" chegou se intrometendo no assunto. Perguntou o que cada um ia fazer e nao perdeu a oportunidade de debochar de todos dizendo que nao tinhamos competencia para entrar em uma faculdade ou coisa assim. No meu caso era um pouco pior porque eu teria de fazer faculdade publica ja que meu pai estava doente e nao teria como pagar um faculdade particular. Quando um colega disse que eu iria tentar uma faculdad publica na região - esse cara olhou para mim e disse: "Olha EP - voce nao tem capacidade de passar em um vestibular de faculdade publica. Melhor nem gastar o dinheiro da inscrição. Se conforma que voce vai ficar com seu curso de SENAI e ja esta empregado e tem salário - então tem que agradecer. E eu ainda vou ser seu chefe, então voce vai aprender como trabalha de verdade".

Me segurei para nao falar meia duzia de palavrões e mandar esse cara para um lugar nao muito confortável; mas aquilo serviu como impulso para eu estudar mais e, quando chegou o resultado do vestibular, eu havia passado em 10° lugar para Engenharia Mecanica. Naquele dia cheguei mais cedo no trabalho só para ver a cara dele - todo mundo me dando parabens, o diretor da fabrica me pagou um churrasco, mandou fazer uma faixa e colocou lá na produção ... e eu só esperando o camarada chegar. Coincidentemente ele nao veio trabalhar naquele dia.

Então, eu fiz uma vaquinha com outros colegas que passaram no vestibular e compramos 60 jornais do dia (antigamente os resultados dos vestibulares das faculdades publicas saiam nos jornais com uma lista de aprovados); marcamos a pagina e os nomes dos aprovados e enviamos um jornal por dia para casa dele para ele lembrar pelos proximos dois meses que eu havia sido aprovado. Também perguntei ao diretor da fabrica se podia colocar a faixa na sala onde eu trabalhava em vez de deixar na produção - ele autorizou e pedi para colocarem exatamente na parede que ficava a mesa dele para ele ver todo dia. O diretor deixou a faixa uns 90 dias por lá.

Nesse periodo eu aprendi também que tem pessoas que querem que voce nao consiga atingir seu objetivo. Eles nao ganham nem perdem nada com isso, mas simplesmente nao suportam ver alguem feliz ou atingindo metas. O fato da pessoa nao conseguir algo que tinha planejado, por algum motivo faz bem para o ego dessas pessoas. Temos de tomar muito cuidado com esses caras.

Na sequencia, eu comecei a realizar funções cada vez mais importantes e nada de ter um aumento. Nessa epoca meu pai me chamou, me entregou a minha carteira de trabalho e disse para eu ir pedir demissão porque nunca seria reconhecido naquela empresa. Comentei da nossa situação financeira e ele me disse: eu sou seu pai, um prato de comida e teto nunca vai te faltar. Agradeço a sua ajuda mas nao tive filho para ser explorado. Vai lá e sai fora dessa empresa.

Nunca fui tão feliz trabalhar - cheguei lá, chamei meu chefe e pedi demissão. Fui embora aliviado.


Profissional Junior (18 - 22 anos) - R$ 1.200,00 / mês: depois que sai dessa empresa, eu comecei a enviar curriculos e tentar agendar entrevistas. Enquanto nao aparecia nada, eu comecei a trabalhar de garçom e pintor para levantar um dinheiro. Depois de alguns meses, outra empresa da cidade me chamou para trabalhar como projetista junior e me ofereceu um salário compativel com o mercado na epoca. Fiquei muito feliz, porque se nao fosse o empurrão do meu pai eu ainda estaria na empresa anterior ganhando muito menos. Comecei a aprender com um engenheiro mais experiente que tinha por lá e mantinha meus trabalhos como pintor e garçom em paralelo para poder fazer um pouco mais de dinheiro. Nessa empresa eu aprendi bastante e o ambiente era muito legal. Comecei a trabalhar direto com o dono projetando um veleiro para o uso pessoal dele. Depois acompanhei a fabricação e ainda nos convidou para o batismo da embarcação e fomos velejando de São Paulo a Angra dos Reis. Acho que foi a primeira vez que vi o resultado prático do meu trabalho e aquilo me motivou muito.

Lembro que um dia nessa empresa eu fiz uma grande burrada. Eu misturei dois projetos de clientes e acabei produzindo os dois projetos errados. A menina do Departamento de Vendas veio e falou um monte de besteira para mim - disse que eu incompetente, que era limitado e que nunca ia conseguir fazer um projeto direito (ela nao sabia que eu estava fazendo o projeto do veleiro para o dono). Nessa epoca eu ja era um pouco mais velho e ja tinha mais confiança e menos tolerancia para ofensas. Eu falei para ela que aqueles projetos pagavam o salário de todos na empresa, inclusive o dela. Então se ela tivesse uma solução para o problema eu ficaria feliz em ouvir e se ela nao tivesse a solução para o problema e estava ali somente para apontar o erro, ela podia ir embora e tentar vender um pouco porque nos ultimos dois meses eu nao tinha recebido nenhum projeto que ela tivesse vendido e eu precisava consertar aquilo para ela receber salário no final do mes.

Quando eu falei essas coisas ela ficou muito nervosa e foi embora. Passou umas horas e veio um camarada da produção tirar satisfação do porque eu tinha sido mal educado com a mulher dele. Rapaz - a mulher era esposa de um cara gigante. Pensei na hora que eu ia apanhar ate nao aguentar mais; mas por incrivel que pareça o cara foi super gente boa. Eu expliquei para ele a situação e ele falou que a mulher dele, as vezes, era muito mal educada mas eles estavam com um problema com a filhinha deles em casa e que eles precisavam muito daquele dinheiro do projeto (recebiamos bonus se entregar antes do prazo). Eu pedi desculpas e expliquei para ele que eu, obviamente, nao havia errado de proposito e estava fazendo o maximo para corrigir o erro o mais rapido possivel. O cara ainda se prontificou a ficar ate mais tarde e me ajudar com o que fosse preciso. Esse cara era muito gente boa e me ajudou a entender que as vezes algumas pessoas tem comportamento ruim no trabalho (te tratam mal ou sao mal educadas) como reflexo de nao suportarem a pressão de alguma outra coisa que esta ocorrendo (no caso deles era o problema com a filha).

Também nessa epoca eu comecei a viajar bastante para prestar serviços de pós venda. Normalmente eram tres pessoas na equipe: um tecnico mecanico, um tecnico eletronico e eu. Tenho muitas histórias dessas viagens porque isso envolvia entrar em locais considerado perigosos para fazer algumas manutenções de instalações.

Mas foi também nessa época que eu finalmente conclui minha graduação. Na materia final havia um professor que era famoso por reprovar a maior parte da turma. O camarada só tinha aquela aula na faculdade e se esforçava ao maximo para dificultar as coisas - em uma turma de 28 a 30 alunos que chegavam na ultima materia, ele aprovava entre 2 a 5 pessoas. Nunca aprovou mais do que isso e os alunos viviam reclamando na secretaria e protocolando pedidos de revisao, mas isso mais atrapalhava do que ajudava a conseguir alguma coisa.

No dia que saiu as notas finais dessa materia, tres amigos e eu haviamos sido aprovados. Foi uma alegria geral e combinamos de comprar bebidas para comemorar no dia seguinte. Meu avo me arrumou uma garrafa de conhaque, um colega levou vodca e outro levou um whisky muito ruim. Começamos a comemorar e, como ja era esperado, ficamos bebados. A faculdade nao permite bebida dentro do campus e existe punições para quem for pego com drogas ou alcoolizado. Como nao tinhamos muito juizo, acabamos entrando na aula mesmo embriagados. Sentamos lá no fundo da sala e ficamos quietos. Lá pelo meio da aula o professor fez uma pergunta e o colega respondeu - todo mundo começou a rir porque a voz dele saiu toda pastosa ... bebado mesmo. O professor foi camarada e disse: eu vou fazer de conta que nao vi voces aqui hoje. Saiam da aula, eu nao vou dar presença mas também nao vou levar esse assunto de voces estarem bebados para a secretaria. Sumam daqui e eu nunca vi voces.

Saimos correndo da aula e fomos para um local mais tranquilo no campus. Ate que comecei a passar mal e me deu vontade de vomitar. Pedi para um colega me ajudar a ir no banheiro. Fomos no banheiro mais proximo que era no predio da administração - com isso, quando estava quase chegando eu senti o estomago revirar e fiquei tentando segurar a vontade de vomitar - ate que chegou uma hora que nao deu mais. Acabei vomitando no corredor (antes de chegar ao banheiro) e foi uma confusao só. As meninas cheias de nojo e gritando, meu amigo bebado começou a vomitar porque me viu vomitando, a faxineira gritando que a gente era um bando de vagabundo fazendo bagunça e chamando a secretaria. No meio da confusao, outros amigos apareceram com o carro e levaram eu e meu amigo para fora do campus - nessas horas que a gente percebe quanto vale um amigo de verdade.

No dia seguinte esse era o assunto na faculdade. O pessoal dizendo que eu tinha sido o personagem que havia vomitado e meus amigos falando que nao era eu; que eu nem tinha vindo na aula no dia anterior. Acabou que o coordenador do curso e o reitor chamou para uma conversa e, obviamente, negamos que estivessemos nessa confusao e falamos que a faxineira havia se confundido. O reitor ameaçou suspender a sala toda se ninguem falasse quem foi ... e por incrivel que pareça, apareceu quatro colegas falando que tinha sido eles. Como o reitor sabia que nao havia sido os quatro, ele percebeu que a galera estava mentindo e ia proteger o camarada (no caso, eu e meu amigo) até o final. Acabou que nao aconteceu nada mais grave, exceto na colação de grau quando fui pegar o diploma e o reitor me falou: "eu sei que foi voce - sorte que voce tem amigos. Pega o diploma e ve se nao faz mais burrada por ai"

Essa foi a história que mais me marcou na faculdade e ate hoje esse assunto volta na roda de amigos. Isso mostra duas coisas - a primeira é que por uma atitude inconsequente (ir para a faculdade bebado) eu poderia ate ter sido expulso e prejudicar a minha vida de maneira muito seria. A segunda coisa é que voce percebe quem sao seus amigos na hora do sufoco - algumas pessoas que eu nem conhecia direito me ajudaram a sair da faculdade. O pessoal era grato porque eu ajudava todo mundo nos estudos, nos trabalhos, nas provas, etc... Claro que muitos me ajudavam também, mas eu nunca neguei ajuda e isso me valou ser bem popular entre a turma. Esse é o tipo de networking que começa a valer a pena, apesar de eu ter tomado uma atitude muito burra e arriscado minha graduação.


Profissional Pleno (22 - 26 anos) - R$ 2.800,00 / mês: depois da minha graduação, eu comecei a procurar empregos mais qualificados em busca de um salário melhor. Passei em uma entrevista em uma empresa multinacional e comecei a trabalhar por lá. O trabalho era simples e a remuneração era bem maior do que a anterior, além de ter outros beneficios. Ja nessa epoca, eu conheci a Sra EP e começamos a namorar. Também comprei meio primeiro carro - um Scort 82. No primeiro dia que fui sair com a Sra EP como namorado oficial (ja havia ido a casa dela e falado com os pais), combinamos de ir a uma balada em uma regiao bacana da cidade. E lá fomos nós - eu, a Sra EP e meu carro velho. Acabou que meu carro quebrou no meio de uma avenida bem movimentada. Eu quase morri de vergonha e nao sabia o que fazer - e a Sra EP só dando risada. Ai, de repente, ela falou para eu esperar um minuto. Tirou o sapato de salto e desceu do carro. Quando percebi ela estava la atras do carro para empurrar. Na hora desci também e fui empurrando ali pela porta do motorista. O pessoal fazendo um monte de piadas e ela nem ligando. Nessa hora eu ja percebi que ela era uma menina bacana e que valeria a pena continuar com ela.

As coisas no trabalho foram tranquilas e quando estava já alguns anos na empresa,meu chefe me chamou para falar de uma promoção. Disse que eu estava fazendo um bom trabalho e ia me promover - isso foi perto da epoca do meu casamento. Então uma promoção ia ser muito bem vinda. Só que os meses foram passando, eu casei, continuei trabalhando e nada da promoção. Cerca de seis meses depois eu cobrei meu chefe sobre a promoção e ele disse que estava saindo no proximo mes. Passou mais tres meses sempre com a mesma conversa e a promoção nao chegava. Ate que finalmente, ele me chamou em uma sala, me entregou uma carta e disse parabens pela promoção, voce fez por merecer. Eu agradeci e fiquei feliz. Quando cheguei na minha mesa e abri a carta eu nao acreditei - a promoção era um aumento de R$120,00 - ou seja meu salário iria passar de R$2.800 para R$2.920, ou seja, 4,1% de aumento. Fiquei revoltado porque os colegas que eram promovidos levavam de 20 a 30% de aumento naquela epoca.

Nesse momento eu percebi que apesar de excelentes avaliações eu nao seria promovido porque havia uma fila "informal" para a promoção dos amigos do chefe. Eu ja estava lá há muito tempo e nao tinha me tornado amigo do chefe, logo eu percebi que era carta fora do baralho. Comecei entao a procurar outro emprego, mas mandava muitos CV e nao tinha quase nenhum retorno. Quando aparecia entrevistas, ainda eram empresas oferecendo remuneração muito baixa e exigindo milhares de qualificações. Continuei mandando CV por um bom tempo e sem nenhum resultado concreto. Até que um amigo meu recebeu uma oferta de emprego de outra empresa, ele aceitou e quando chegou por lá, disseram que precisavam de outro profissional e ele me indicou.


Vou terminar essa postagem por aqui porque ja ficou bastante longa e continuo com esse relato na proxima postagem.

Um grande abraço,

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Executivo Pobre Vai Se Mudar para os USA ?

Ola pessoal - tudo bem ? Estas ultimas semanas eu estou nos USA participando de algumas reuniões e tentando entender como está meu processo de transferencia e tentando também acelerar esse assunto para ter uma resolução o quanto antes.

Mas antes de aprofundar nesse assunto, vou voltar alguns passos atras para voces entenderem como surgiu essa oportunidade de transferencia e porque o processo esta levando tanto tempo para ser concluido.

O meu antigo chefe veio para os USA depois de me dar uma tremenda puxada de tapete e ficar com a vaga que eu avisei ele que eu estava participando. Isso faz parte do jogo e nao tem muito o que fazer, pois na prática, ele também participou do processo e ele tem contatos que foram mais fortes do que os meus para conseguir essa transferencia. Nesse caso eu acabei ficando em segundo lugar.

O tempo passou e cerca de um ano depois que ele estava aqui houve grandes mudanças na empresa. Como parte do processo esse meu antigo chefe quase ficou sem lugar por aqui, mas ele se movimentou rápido (ele tem uma excelente leitura do ambiente) e conseguiu se proteger no cargo que estava. Além disso, pouco tempo depois ele conseguiu ser promovido através de uma transferencia de divisão na empresa.

Nesse meio tempo surgiu uma oportunidade na antiga divisão onde ele trabalhava e ele indicou meu nome. O nosso antigo diretor executivo (um cara europeu com quem nós dois temos muita amizade e que também foi promovido nessas mudanças todas) ligou para meu atual chefe e perguntou se ele me liberaria para uma transferencia de divisão e consequentemente, uma transferencia de pais.

O meu chefe me consultou, eu demonstrei interesse e eles (meu antigo chefe e meu antigo diretor executivo) me ligaram e falamos um pouco sobre as oportunidades, os desafios e o que seria uma proposta de transferencia. Depois de conversamos por algumas semanas, o caso foi encaminhado ao RH corporativo, pois uma seria de providencias teriam de ser tomadas:

- Minha transferencia de divisão;
- Minha transferencia para o cargo corporativo (é isso aí - o executivo pobre local passa a ser executivo pobre global);
- Minha "offer letter" com os detalhes de salario, beneficios, etc... no país para onde eu seria transferido - no caso, Trumpland.

Ai começa as coisas ficarem enroladas ... como o RH corporativo fica na Europa, todo o pessoal lá sai de verias de verão durante o mês de Agosto. Então, nada foi feito naquele mes e tive de aguardar Setembro. Quando chegou Setembro, uma sequencia de transferencias de caras no topo do organograma da empresa tomaram o tempo do RH corporativo e eles falaram que iam verificar meu caso somente em Outubro. Quando chegou Outubro, eles encaminharam uma requisição ao Brasil para o RH local mandar as informações sobre as quais ele poderiam trabalhar para fazer minha oferta. 

Com essas informações em mãos, eles começaram a falar com meu antigo chefe sobre a proposta -e entre idas e vindas, passou o mes de Outubro e chegamos em Novembro. Esse foi o mes que o Estagiário Pobre nasceu, teve problemas de respiração, foi para UTI, se recuperou e foi para casa - então, eu acabei nao vendo muita coisa da transferencia e tampouco cobrando o pessoal para coisa andar. Finalmente, entramos em Dezembro e cobrei uma posição pois nao iria mais esperar e quase seis meses é tempo mais do que suficiente para fazer uma oferta de transferencia. 

Entao, acabamos marcando uma viagem e estamos todos aqui nos USA para definir a minha situação (assim eu espero). Estamos aqui meu antigo chefe, meu diretor executivo, o CEO da região que vai me pagar e eu. Se nao conseguirmos uma definição agora, pela minha experiencia eu digo que a transferencia nao sai. Porém, os primeiros resultados foram bem satisfatórios e estamos ja na fase final:

A representante do RH corporativo me chamou para eu dar uma olhada na previa da carta de oferta que eles pretendiam me mandar. Entre outros pontos estava considerado salário anual de USD 85.000; despesas de realocação (passsagens, mudança, etc...); tres meses de acomodação em hotel ate encontrar uma casa; plano de saude, dental e oftalmologico; previdencia previda corporativa e uma serie de outros beneficios.

Entretanto, o principal não estava lá. Eu pensei: "cade a po#@$ do Green Card ?" 

Quando voce vem para Trumpland, voce pode ficar por um periodo limitado de tempo (até sete anos se tiver boas justificativas) com o visto L1. Porém, o que esta sendo oferecido para mim nao é uma expatriação. É um contrato local - eu serei desligado da empresa no Brasil e contratado aqui nos USA. Dessa forma, e considerando que estou levando um bebe, eu preciso do Green Card.

Negociei um pouco o salário e chegamos em um valor razoavel para o Estado onde a empresa esta sediada. Infelizmente, não é a California ou Pensilvânia ... trata-se de um Estado mais ao Sul nos USA. Os Estados do Sul tem a fama de serem muito hospitaleiros, mas também sao os mais pobres e por isso a media salarial é mais baixa - mas a oferta salarial é bem acima da media do Estado e verificando os preços por aqui com um pouco mais de refino e informação vista "in-loco" digo que é possivel guardar USD30.000,00/ano - e isso porque estou considerando alguns luxos em passeios e coisas do tipo.

E o principal, consegui colocar o Green Card na oferta. Por contrato, a empresa vai aplicar para o meu Green Card depois de um ano de trabalho aqui. Acho um prazo satisfatório porque a empresa também precisa ter certeza que eu nao vou pegar o Green Card amanha e me transferir para outra empresa em algum lugar que pague mais. Dessa forma, eles garantem que vao ter um ano (no minimo) dos meus trabalhos, pois sem Green Card eu nao consigo mudar de emprego.

Aproveitei o final de semana e olhei algumas casas por curiosidade. Tem muita coisa legal para alugar na faixa de USD1.400 - USD1.800/mês. Estou falando de boas casas localizadas na região de otimas escolas. Apesar de escola nao ser a preocupação agora pois o Estagiário ainda é muito novo, lugares com melhores escolas são, geralmente, melhores para se viver.

Então, o que está enrolando a transferencia ?

O espertão do CEO da região começou a alegar que eu sendo um funcionário corporativo, o correto seria a Europa pagar meu salário. Meu novo chefe corporativo falou que tudo bem - ele paga meu salário; mas ai eu vou trabalhar na Europa e gerenciar os projetos dos USA e Canada todos a distancia. Então o CEO da região voltou atras e disse que pagava meu salário já que eu irei ficar dedicado aos projetos da região dele.

Em um segundo momento, ele começou a questionar quem pagaria as despesas de recolocação (mudança, passagem para familia, etc...) ... e ai ficou enrolado nisso. O meu chefe corporativo disse que paga e nao em problema. 

Hoje esta marcado uma serie de reuniões, inclusive uma deles para tratar desse tema da transferencia. A reunião deveria ter ocorrido antes do almoço, mas ela foi transferida para tarde. De qualquer forma, eles falaram rapidamente e meu chefe corporativo veio ate a mesa e me disse que está tudo certo. Mas eu so vou acreditar na hora que estiver com a carta na mão !!! Vamos ver se eles conversam ate o final do dia e se acertam - ai eu volto para casa com a carta na mão e ja começo a providenciar visto e tudo o mais.

Caso eles nao se acertem, como eu falei antes, eu acredito que a transferencia nao sai e eu devo ficar no Brasil. Nesse caso, como mesmo assim eu serei transferido de divisão para gerenciar alguns projetos - a minha intenção é ter a transferencia com um aumento / promoção. Pelo menos eu fico no Brasil ganhando mais ...

Então é isso pessoal - o post ficou um pouco longo, mas esse é o resumo de tudo o que está acontecendo. Vamos ver o que acontece durante essa tarde e também nos proximos dias.

Um grande abraço,

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Atualização Patrimonial NOV/17 - R$282.634,93 (+0,98%)

Ola pessoal - tudo bem ? Estamos já no final do ano e chegou a hora de mais um fechamento. As coisas estão andando rapido e estou ainda trabalhando na questão da proposta de transferencia que a cada dia se complica um pouco mais. Tenho uma viagem marcada onde estaremos frente a frente todos os envolvidos e espero, finalmente, bater o martelo sobre essa potencial transferencia.

De qualquer forma, o mes de Novembro foi bem atipico com a chegada do Estagiário Pobre. Isso por si só já é um marco para qualquer pessoa e estou muito feliz com essa nova etapa na minha vida. Mas apesar de toda a importância desse tema para mim, eu entendo que os demais que visitam o blog nao estão tão interessados em saber sobre o meu filho, bastando ter ciencia de que ele está bem e se desenvolvendo cada dia mais e de forma saudavel.

Do ponto de vista financeiro e profissional, que acaba sendo os temas mais abordados por aqui, esse mes houveram algumas despesas nao planejadas. A principal delas foi uma despesa com hospedagem, pois assim que tivemos a noticia de que o estagiário Pobre iria ficar na UTI neonatal, decidimos por fazer uma reserva em um hotel bem próxima a maternidade para podermos ter mais flexibilidade e acompanhar tudo o que estava ocorrendo. Como a Sra EP tinha de amamentar de tres em tres horas, seria inviável ficar indo e vindo de nossa residencia, porque quando chegássemos em casa já seria hora de voltar a maternidade.

Como o Estagiário Pobre ficou 12 dias na UTI e ficamos apenas 03 dias na maternidade, então houve despesa de 09 diárias de hotel + alimentação. Isso prejudicou o aporte do mês e talvez a meta dos R$300K ainda esse ano; mas esse foi um gasto que nao trago nenhum tipo de remorso - pagaria o dobro se preciso fosse.


Ainda assim, estou com algo próximo a R$282K e tenho previsão de saldo para mes de Dezembro de + R$9,5K - o que me levaria a um saldo aproximado de R$291K.

Agora ainda existe a possibilidade de algumas receitas nao recorrentes (que nao estão contabilizadas na conta acima) que poderiam gerar mais R$5,7K - por se tratar do rateio do processo de cidadania portuguesa da minha familia. Como eu comentei, eu estou arcando com todos os custos e agora que a cidadania do meu pai também já saiu, as pessoas estão manifestando interesse em entrar no rateio para obter esse beneficio.

Nas próximas postagens pretendo falar um pouco sobre as etapas do processo de cidadania portuguesa e como está sendo ate o momento (meu pai acabou de obter a cidadania dele e o proximo passo é a minha cidadania), pretendo falar também dos bastidores do meu processo de transferencia (o que esta dando certo e o que esta indo mal) e das minhas viagens que é uma vontade antiga e acabei nunca falando muito - apenas falei sobre as viagens para Amsterdam (leia aqui, tambem aqui).

Por esses dias também estarei viajando novamente, mas espero poder ir atualizando voces com mais frequencia. Minha viagem sera novamente para os USA (vou a trabalho) e tentarei avançar no processo de transferencia.

Um grande abraço,

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A Chegada do Estagiário Pobre

Olá pessoal - tudo bem ? Como eu ja havia mencionado algumas vezes, a Sra EP estava grávida e estavamos esperando a chegada do primeiro herdeiro - o Estagiário Pobre. Finalmente a espera acabou e ele chegou ao mundo algumas semanas atras.

Mas se ele nasceu algumas semanas atras, porque só estou mencionando isso agora ? Simplesmente porque o Estagiário Pobre ficou internado na UTI neonatal da maternidade durante esse periodo. Apesar de o periodo de gravidez ter sido bem tranquilo e com todos os exames dentro da normalidade, as vezes, enfrentamos situações para as quais nao existe planejamento previo.

Isso aconteceu no parto do Estagiário - porque no momento de ele nascer, acabou engolindo liquido da bolsa e esse liquido foi para o pulmao, causando uma dificuldade para respirar uma vez que o pulmao fica encharcado. Resumindo bastante a situação, ele ficou internado durante 12 dias - e posso dizer que foram os 12 dias com maior preocupação que eu tive na vida.

É impressionante como minhas outras "grandes" preocupações se tornaram minimas quando eu estava na UTI sentado do lado da incubadora que ele estava alojado. Minhas preocupações com trabalho, com puxadas de tapete na empresa, com transferencia e a proposta oficial que ainda nao chegou, preocupações com metas financeiras, preocupações que tive com o mestrado, preocupações diversas que temos na vida se tornaram minimas. Naqueles dias só me importava trazer meu filho para casa em bom estado de saude - o que felizmente acabou acontecendo e ele está muito bem.

Mas também nesse periodo de internação na UTI, eu tive a oportunidade de conversar com outros pais que estavam enfrentando situações muito piores do que a minha. Tinha um pai que o filho nasceu prematuro com 26 semanas e 780 gramas - ele estava super feliz porque os medicos nao precisaram recorrer a ventilação forçada (o famoso "entubar") o filho dele. E no dia seguinte, eu conheci uma mae de uma criança prematura que estava super feliz - até pensei que o filho dela tinha recebido alta hospitalar e ia para casa, mas ela disse que nao. O filho dela vai ficar na UTI ate fevereiro porque ele nasceu com 660 gramas e 25 semanas de gestação, mas ela estava super feliz porque após tres tentativas, finalmente os medicos conseguiram "entubar" o filho dela e agora ele nao corria mais risco de parada respiratória (ele havia tido duas no dia anterior).

Impressionante como a mesma situação era encarada de forma tão distinta pelos pais ... isso mostra também como somos frageis em relação a varias coisas - principalmente questoes de saude. E isso me liga um alerta porque nunca me cuidei da forma correta para ter uma vida saudavel e isso tem de mudar imediatamente. Corrigir a alimentação, fazer exercicio, ter uma vida mental mais saudavel passa a ser prioridade.

Ainda cabe adicionar um ponto - as vezes, vejo alguns comentarios sobre as mulheres no mercado de trabalho e nem sempre sao comentarios elogiosos. Mas eu estive por 12 dias em uma ambiente que 99% das pessoas eram mulheres (enfermeiras e medicas) e acredito sinceramente que homens nao seriam capazes de fazer a gestão de uma UTI neonatal com tamanha eficiencia. Claro que estava em um hospital de excelente qualidade mas ainda assim, em um ambiente com extrema predominancia de mulheres, nao consegui achar nada que viesse a desabonar a competencia ou qualidade do serviço prestado - na verdade, muito pelo contrario. Encontrei profissionais extremamente dedicadas e competentes e por isso quero deixar meu agradecimento (ainda que anonimo).

Claro que na minha avaliação eu encontrei profissionais que eu acredito demonstrar maior qualidade no serviço e outras com menor qualidade no serviço; mas nada que pudesse considerar ser um fator negativo. Acredito que possa ser apenas aquela diferença de motivação que todos nos temos ao longo dos dias. 

Voltando ao ponto financeiro da coisa - ainda terei uma viagem a trabalho no final do ano. Ficarei fora por duas semanas e acredito que durante essa viagem eu terei a confirmação da transferencia e o local para onde a transferencia estará disponivel (conto mais sobre isso em uma proxima postagem).

Sei que esse mes postei muito pouco e nao contribui em nada com os amigos, mas espero que entendam os motivos. Espero poder atualizar com um pouco de frequencia agora que as coisas estao mais tranquilas.

Um grande abraço,

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Atualização Patrimonial OUT/17 - R$278.398,02 (-0,80%)

Ola pessoal - tudo bem ? Como voces podem ver, esse mes eu tive um prejuizo com meus investimentos e meu patrimonio recuou em -0,8%.

Esse nao é um grande impacto e poderia ter sido compensado caso eu tivesse aportado um valor maior, mas esse mês ocorreram algumas coisas interessantes e que "drenaram" o meu aporte planejado:

1 - O processo de transcrição do casamento portugues da minha avó ja está completo e iniciamos agora o processo de cidadania do meu pai. Para prosseguir com o processo é necessário, obviamente, pagar a advogada e nesse processo lá se foram EUR 675 (BRL 2.650).

2 - Meu irmão casou e tive despesas com presente de casamento (BRL 3.000). Acabei nao comentando aqui no blog por nao se tratar de algo diretamente relacionado a minha pessoa, mas como impactou um pouco os aportes, acho interessante mencionar aqui. 

3 - Pequena desvalorização (BRL 2.500 aproximadamente) na minha carteira de FII. Algo até normal depois da alta expressiva dos FII´s durante esse ano.

Mas, o objetivo nao é reclamar do aporte e sim verificar como ficaremos para a meta de BRL 300K até Dezembro. O fechamento atual está em:


Para atingir a meta de 300K ainda falta BRL 21.602 de aumento patrimonial. De posse desse numero, eu tenho as seguintes receitas / despesas planejadas até o final do ano:


Receita Salário Novembro: R$9.847

Reembolso Consulta Médica: R$220

Aporte Sra Executiva Pobre: R$2.900

Salário Maternidade Sra EP: R$950

Despesas Novembro: R$9.748 (inclui as despesas com o parto do Estagiário Pobre)

Saldo NOV: + R$ 4.169



Receita Salário Dezembro: R$9.847

Aporte Sra Executiva Pobre: R$2.900

Parcela 13 Salário: R$4.440

Salário Maternidade Sra EP: R$950

Despesas Dezembro: R$2.968

Saldo DEZ: + R$ 15.169

Além disso, ainda tenho aproximadamente R$2.000,00 para receber de alugueis (FII). 

Então, o total dessa conta seria R$278.398 + R$4.169 + R$15.169 + R$2.000 =  R$299.736

Estamos quase, quase lá !!! Terei de fazer um pequeno aperto para conseguir os valores restantes. Creio que nao vai ser dificil pois ficarei 20 dias em casa de licença paternidade em Novembro e ficarei 15 dias em viagem de trabalho no mes de Dezembro. Isso diminui as despesas com combustivel, alimentação, etc... Então, a meta ainda é atingivel - mesmo com as despesas extras que tive esse mes.

Existe a possibilidade de uma receita extra referente ao processo de cidadania - pois um tio se interessou e parece estar disposto a dividir as despesas para seguir com a documentação por parte dele. Ao que parece, alguem da familia dele (creio que filho, ou seja, meu primo) conseguiu uma vaga em Portugal e agora está preocupado com a cidadania. Se realmente decidirem seguir em frente, terão de arcar com a divisão das despesas ate o momento e isso representaria uma receita extra de R$5.750,00 - entretanto, nao estou considerando essa potencial receita na conta, porque nao tenho uma boa relação com esse primo e eles ja tentaram obter os documentos sem ter de dividir os custos (contarei mais na proxima postagem).

Rumo aos 300K !!!

Um grande abraço a todos !!!